Cabrochinha descobriu naquela temporada de estágio naquele inferno dos outros, a origem de tantas piadas sobre pobres, negros e mulheres que alegravam os momentos dos ricos, brancos e machistas. Como um corte lancinante no coração, não podia negar que se todo boato tem um fundo de verdade, a piada escrota tem seu lado empírico de verdade baseado na observação.
Pobre, pelo menos aqueles da vila onde ela teve o azar de habitar, era um ser espaçoso, sem muita, ou talvez, sem nenhuma noção do direito alheio. Também não possuem muita noção de horários, desde que sejam dos outros, pois são rigorosos com os horários próprios - quando dormem querem silêncio quando estão em festa, que se dane o sono dos outros.
O mesmo acontecia com o tom de suas vozes, sempre tão alto como se fosse um pedido de socorro (às vezes ela pensava que a porrada estava comendo, mas era só conversa, alegria, brincadeira) mas quase inaudível quando não queriam se expor- sim havia momentos que aquelas pessoas gritadeiras não queria se expor, geralmente quando falavam quando praticavam seu esporte preferido depois do churrasco: a fofoca; sendo que para churrasco era preciso dinheiro que eles só tinham muito de vez em quando, enquanto que a fofoca era grátis.
Funcionava mais ou menos assim: Alguém de lá chegava e puxava assunto sobre outro alguém de lá mesmo e até pedia uma opinião ou concordância do tipo: - “você não acha?”, era o bastante para aquele alguém de lá, fosse até o outro alguém de lá e como amigo avisasse as coisas terríveis que Cabrochinha havia falado sobre aquela pessoa de lá que agora cá estava.
A grande descoberta era que quando o assunto é prepotência, arrogância, hipocrisia, não havia pobres nem ricos mas apenas seres humanos! Sendo que ricos seguravam a tag #hipócritas enquanto os pobres portavam o cartaz de falsos. Se era a simplicidade da dificuldade da pronúncia dos erres ou quem sabe insegurança no uso da letra “H”, isso Cabrocinha ainda não descobriu.
Funcionava mais ou menos assim: Alguém de lá chegava e puxava assunto sobre outro alguém de lá mesmo e até pedia uma opinião ou concordância do tipo: - “você não acha?”, era o bastante para aquele alguém de lá, fosse até o outro alguém de lá e como amigo avisasse as coisas terríveis que Cabrochinha havia falado sobre aquela pessoa de lá que agora cá estava.
A grande descoberta era que quando o assunto é prepotência, arrogância, hipocrisia, não havia pobres nem ricos mas apenas seres humanos! Sendo que ricos seguravam a tag #hipócritas enquanto os pobres portavam o cartaz de falsos. Se era a simplicidade da dificuldade da pronúncia dos erres ou quem sabe insegurança no uso da letra “H”, isso Cabrocinha ainda não descobriu.

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