Não ficou. Piorou. O acaso protege quem está distraído? Talvez, certo é que esse tal de acaso mete a mão na cara dos espertos e a quem protege, não sabemos.
Num pagode desses que a prefeitura organiza na Central, Negão foi jogar sua rede, aquela especial de pescar piranha pra comer em caldo. E deu de cara com Magrela dando mole pra um neguinho qualquer.
Passado o susto, pra passar a dor ela vestiu uma blusinha listrada e saiu por aí. Aceitou convite de amigos e de bar em bar foi dar na Central. Achou lá um outro negão, tá bom, talvez um neguinho, mas estava bom também. Beijo pra lá beijo pra cá. Cerveja pra lá, pagode pra cá e Magrela conheceu as delícias de não ser mais de um nêgo só.
Acabou a noite mais desfocada que foto de celular xing-ling, batom mais borrado que arte de pintor com parkinson. Mas como estava feliz! Feliz como só as cabrochas sabem ser.
Não adiantou Negão ligar pro celular inúmeras vezes. Nem todos os xingamentos que ele fez quando ela finalmente atendeu. Os amassos do Neguinho foram bons e ele poderia ser esquecido. Magrela não deu naquela noite. Coisas de mulher criada à moda antiga que acha que isso é pecado. Mas tinha panfletado seu número pela Central e neguinho tinha tomado nota. Seria só uma questão de tempo!

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