A Moça, casada há tempos com o Nosso Amigo, não tinha limite para a birita. Depois que começava, bebia sem parar. Mas esse não era o maior problema do Nosso Amigo...
Quando ela bebia e não parava, sentia uma fogo incontrolável e dava para qualquer um. Era o marcador de luz, o entregador de pizza, carteiro, bombeiro hidráulico, pedreiro, servente, enfim todo e qualquer um que chegasse ou que ela encontrasse.
Fora isso era a mulher perfeita e o Nosso Amigo botava esse deslize de comportamento na conta etílica e seguia vida fazendo de conta que nada sabia, pois afinal, não era obrigado a saber, se soubesse teria que tomar alguma providência e nenhuma providência possível interessava pra ele que dava lá seus pulinhos nos pagodes.
Ele a amava e tinha certeza que ela o amava também. Ela o tratava bem, a casa era um brinco, ela era companhia agradável para os familiares que sempre falaram mal de todas as mulheres que arranjava. Viviam felizes e se ela não bebesse sua vida seria um comercial de margarina.
Ele a amava e tinha certeza que ela o amava também. Ela o tratava bem, a casa era um brinco, ela era companhia agradável para os familiares que sempre falaram mal de todas as mulheres que arranjava. Viviam felizes e se ela não bebesse sua vida seria um comercial de margarina.
Até que os amigos pressionaram tanto e tinham tantas histórias de sucesso para contar, que a Moça começou a frequentar o AA, permanecendo sóbria por algum tempo, acabou saindo e dando para um companheiro, do grupo. Uma mulher alcoólatra vá lá, mas piranhuda, não pode! Nosso amigo partiu-lhe a cara, os amigos deram-lhe razão e tapinhas nas costas, consolaram-no. Depois da queixa na Delegacia de Mulheres e exame de corpo de delito, ela se foi e não levou na bagagem nem mesmo uma garrafa.
Hoje, Nosso Amigo é um cara triste e sem amigos. A família o evita porque voltou a ser o mesmo cara mala de sempre.

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